quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Amigos eternos! Eles e os filhos...

Sabe aqueles amigos que a gente vai no funeral deles quando estivermos bem velinhos, ou vice-versa, de quem for primeiro? Ou aqueles amigos que por acaso entraram na nossa vida e se tornaram mais que irmãos? Eu e Bárbara ficamos nessa, caducando, imaginando nomes dos nossos filhos, quantos queremos, de que sexo... Daí saiu essa história...

‎... dedico à Camille e August Gutierres, Dante Sandim e às quatro crianças que, se Deus não me der, eu as adotarei: Hector, Sarah, Alice e Nicolas Lunière...

"Camille, August, Sarah, Hector, Alice, Nicolas e Dante eram seis crianças adoráveis. Na verdade, Hector e Dante tem quase a mesma idade, já adolescentes e voz firme. Camille e Sarah também tem quase a mesma idade, e entrando na puberdade. Alice, Nicolas e August, são o trio aventureiro, os pequenos da casa. August não paravam de pular no banco de trás do carro, pedindo pro pai, Paulo, acelerar mais um pouco para chegarem um pouco mais rápido na casa do tio Iago. Bárbara Gutierres fez logo cara feia, desaprovando, e o papai teve logo de desapontar o filhote... Camille, com o seu fone no ouvido, via a paisagem perdida nos seus pensamentos. August fazia umas perguntas que deixavam Bárbara desconcertada: por que a chuva cai em gotas e não de uma vez? De onde vem os bebês?

No destino, Iago preparava seu famoso empadão de carne moída que as crianças tanto adoravam e, enquanto isso, na sala, Alice e Nicolas brincavam com seus brinquedos, vire e mexe entrando numa briguinha. Sarah ajudava a mãe a se arrumar, e estava ansiosa por ver sua amiguinha Camille.

Hector lia um livro na cama de cima do beliche, no quarto dos meninos. Lia sua obra favorita, aquela que o seu pai lia para ele dormir, quando tinha idade de August e de Nicolas: O Senhor dos Anéis. Um carro parou na frente da casa de Iago, uma buzina soou. Alice e Nicolas correram para encontrar August e convidá-lo pra uma brincadeira nova que o pai tinha inventado, algo haver com jogos teatrais, ou coisa parecida. Bárbara saiu nervosa com a pressa dos meninos, pedindo para não correrem e não se machucarem.

As crianças se divertiam pelo quintal. Camille e Sarah ficavam no quarto das meninas, conversando, e Hector saia do quarto para perguntar do pai se estava pronta a comida, e cumprimentar a madrinha. O padrinho de Hector chegou, já embaralhando o UNO numa só mão. Hector cumprimenta o dindo, cantando vitória antes do tempo, e apostando dinheiro para ver quem ganha. Patricia, vem logo atrás do marido, com Dante. Dante e Hector trocam uns cumprimentos jovens que ninguém entende, mas acha ridículo. Os mais velhos, e os adolescentes intrusos, se enroscam em torno da mesa e começam a jogar. De vez em quando, são atrapalhados por crianças choronas que ralaram o joelho, ou que brigaram... Camille e Sarah ficaram com a pior parte: vigiar as crianças. Os adultos tomam vinho, cerveja, coca-cola... A pizza chega, o empadão é servido, os meninos vão pro quarto para que Hector mostre a foto da namorada (o), Dante ri igualzinho o pai. Bárbara dá a comida de August, Iago a de Nicolas – Alice já come independente."

Nenhum comentário:

Postar um comentário