terça-feira, 27 de março de 2012

Um lembrete da nossa missão: formadores de opinião!


Dia 21 de março, a Arte foi mais uma vez feita, como ritual. Foi feita aqui, enquanto no mundo inteiro se realizava... Enquanto o Festival Breves Cenas se anunciava, vale lembrar. Não muito tempo depois, uma notícia de grande repercussão cibernética causada pelo impacto que a Arte causou naqueles que não a entenderam, que não a conheciam – e isso é muito natural.

Dessa vez, não sei por que, pretendi não me manifestar à respeito. Muitos fizeram melhor que eu, defenderam sua Arte melhor que eu defenderia a minha. Ocorreu, no entanto, que no dia 21 os alunos do curso de Artes Plásticas resolveram realizar uma Performance envolvendo o corpo, e a monotipia. E aí houve uma séria discussão em redes sociais (acompanhei algumas delas pelo facebook) e outras no próprio site do jornal online que publicou a matéria. Depois de uma longa discussão com uma amiga das Artes, e de refletir bastante no assunto, decidi escrever.

Escrevo, em primeiro lugar, à senhorita Mônica Dias. Espero, com total fé, que a senhorita possa aproveitar o impacto que sua matéria causou, e não permita que ela se torne uma simples matéria para cobrir espaços vagos no jornal online em que trabalha. Saiba, que causou uma discussão que pouco se tem em Manaus, sobre as Artes. Investigue junto aos alunos e professores que realizaram o evento o que vem a ser a linguagem utilizada, aprofunde mais, esclareça, incite o pensamento crítico - eu não sei muito bem do jornalismo, não é minha área, mas por favor, aprofunde o quanto puder, desdobre o quanto puder, não permita que isso esfrie! A Arte entra em dívida com a senhorita só pelo simples fato de ter realizado seu trabalho, no entanto, A Arte será eternamente grata por não deixar ficar somente por ai. Assim como nós, artistas, a senhorita é uma formadora de opinião e, desde já, os meus parabéns, aplausos, e todo o tipo de congratulações.

Em segundo lugar, escrevo aos alunos que defenderam tão bem o trabalho do seu colega e se penalizaram – ou se revoltaram – com os comentários dos leigos: O Teatro e as Artes Plásticas andam de mãos dadas desde os primórdios, somos Arte Velha, Arte Antiga. Se tem uma coisa da qual nos orgulhamos, é de realizar o nosso trabalho. Devemos estar cientes, no entanto, que somos Arte, e Arte não possui vínculos com Política, com Economia, com nada disso. Somos reflexo disso, mas nunca, jamais, dependeremos disso. Formamos opiniões e, apesar do que tanto almejamos, devemos nos contentar: somos pra poucos, a massa jamais nos entenderá – quem sabe, no futuro, hoje é raro, pois estamos a frente do nosso tempo. Não somos contemporâneos, somos pós-contemporâneos, apesar de todo o conservadorismo impregnado em nós.

O impacto causado pela performance do Fabiano Barros, que se me permite a audácia, chamarei de “A Pintura do Impacto de um Pinto”, é sinal de que foi atingido um alvo muito importante a ser discutido: não se  o nu é ou deixa de ser Arte, e sim o porque assistimos secretamente a filmes pornôs, eróticos, às sombras de nossos quartos trancados; por que assistimos em todas as outras mídias o nu gratuito e sem intenção alguma, se não o do atrativo comercial e, principalmente, porque ficamos tão escandalizados quando vemos o nu, na Arte. Por que não entendemos seu significado? Por que ele está ali e, infelizmente, não é pra nos satisfazer?

Nos conformamos com o nu quando sabemos que ele tem a função de nos excitar? Ou ficamos conformados com o nu que tem por propósito, nos incitar ao consumo?

Quero concluir dizendo, também, aos alunos das Artes Plásticas. Não se revoltem, não se escandalizem, nem tenham ojeriza daqueles que, enfurnados em seus preconceitos e falta de conhecimento, deram críticas tão pequenas, tão ínfimas, tão rasas. Ao contrário de tudo isso, tenham pena e, a certeza de que como formadores de opinião, todos vocês artistas plásticos, nós atores e fazedores de teatro, eles músicos e dançarinos temos uma seara muito grande a trabalhar, e muitas opiniões a formar - comecemos por esses. Aproveito que fiz um convite tão direto à senhorita Mônica Dias, faço outro ao Fabiano Barros: o Teatro se orgulharia demais, em assistir sua apresentação, se assim concordar. Pela Arte vivemos, mas para a Arte, temos uma missão, e nunca se esqueçam essa missão.

Iago Lunière

sexta-feira, 23 de março de 2012

II Conferência da Juventude – uma breve reflexão sobre experiências com jovens do estado do Amazonas.

Imagem reblogada de Tumblr "Alecrim!"
https://illuniere.tumblr.com
As novas gerações (juventude) das mais diversas artes vêm a naturalmente corroborar para um processo de mudanças na própria forma da Arte. Em Teatro, renová-lo é uma missão que muitos desses jovens tentaram abarcar, para tão somente descobrir, sob sábio conselho dos mais velhos, que Teatro não cria nova forma, ele cria nova vertente. Ele cresce.

Quando falamos de juventude na linha de frente de movimentos de vanguarda, necessita-se esclarecer que não falamos apenas de uma juventude num sentido cronológico, de faixa etária. Em um sentido mais profundo, esses movimentos de vanguarda são afirmativamente constituídos por uma maioria de jovens, mas com outros indivíduos de gerações anteriores que, já em sua juventude estavam à frente de seu tempo - e acompanhando o processo histórico, parecem ter se encontrado na linha do tempo nestes movimentos de vanguarda que decorrem com gerações posteriores à sua. Logo, qual o sentido de juventude em Arte?

Eu e a professora Gislaine Regina Pozzetti monitoramos, no meio do ano passado, uma acalorada discussão acerca da "juventude e a cultura no estado do Amazonas", durante a Segunda Conferência da Juventude e, podemos perceber claramente, que estes jovens ainda precisam bem mais auxílio e conselhos do que imaginávamos, ou podíamos oferecer. Agora, meses depois do evento, fico refletindo sobre as possibilidades e a importância do evento ao qual participei, e me orgulho muito, que aqueles jovens puxavam reinvidicações de forma organizada e enérgica. Essa movimentação toda, não sei porque, me lembra dos movimentos de vanguarda, a influência da juventude, o desejo de mudar a situação político-social vigente... O principal objetivo daqueles jovens eram movimentar a cultura, alterar as políticas públicas. Mas qual a relação da cultura e política? Qual o papel dos jovens? Quem são esses jovens?

Esses movimentos de vanguarda, ou movimentos artísticos, constituem um processo de transformação social e, em um sentido amplo, uma ferramenta política. É de se entender que Arte e Política são distantes enquanto próximas, ao analisar num sentido que sendo a Arte subjetiva e subversiva, não interessa à ela a política, nem à politicagem interessa a Arte. É de se saber, no entanto, que essa correlação se faz necessária para a sobrevivência de ambas. As políticas públicas voltadas para a Cultura são um fundamental instrumento de fomento à Arte, e em contrapartida, os produtos culturais – advindos da Arte, ou não –, são interessante à Política para o exercício social, ainda considerando a Arte um transformador político.

Quando discutimos a aparente ausência ou inexistência de políticas públicas com recorte especificamente juvenil, devemos compreender as diferenças (e contrapontos) entre Cultura e Arte para, nesse momento, entender que em se tratando de Arte, toda linguagem considerada contemporânea é vivida por jovens – em especial quando tratamos das artes cênicas, caracterizadas pela efemeridade[1] de sua existência, que tem vida apenas durante o espetáculo. Logo, existe uma linguagem ou um recorte juvenil ao qual se devem promover políticas públicas, ou os jovens sempre serão promotores de Cultura e Arte? Deve-se promover políticas públicas em prol da cultura, ou simplesmente gerar políticas públicas focadas em artes distintas, com uma diversidade tão imensa que, hoje, imbricam-se formando um grandioso mix?

É interessante, no entanto, compreender que é necessário promover essas políticas públicas gerando o fomento às novas gerações de fazedores de Arte, descentralizando a concentração de fomento de outros já existentes, dos mesmos que recebem quase que uma aposentadoria precoce até o fim de suas vidas sob o pretexto do fomento à Arte. Esse processo pode vir a ser mais interessante à uma causa antiga das novas gerações de fazedores de Arte, constituindo quase um sistema de seleção natural a ser superado.

Para se discutir essas políticas públicas voltadas para a juventude, com as especificidades destacadas pelas propostas na II Conferencia da juventude, faz necessário inferir algumas observações – a considerar a realidade Amazônica – pertinentes que reforçam tais propostas, ou a indeferem no sentido de sua incoerência com a realidade na cidade de Manaus.

Quando falamos de uma juventude, generalizamos e alargamos a análise. Quando se propõe apoio a programas de produção cultural juvenil, possivelmente podemos estar subestimando a variedade cultural presente dentro de uma mesma geração. Em antropologia, considera-se classificar a atual geração de jovens de geração Z, nascida no meio de uma nova era (digital e a internauta) que vem a caracterizar esses jovens pela grande capacidade de gerar conexões e grandes fluxos de informação em curtos períodos de tempo por todo o globo. Esse fácil acesso com o mundo advindo da globalização, parece diluir as fronteiras políticas e culturais, formando assim um cosmopolitismo aparentemente forte entre a atual geração de jovens, mas ao mesmo tempo que integra, socializa e gera características em comum entre vários jovens. 

Esse mesmo cosmopolitismo também fomenta um processo de singularidade das características que constituem a identidade de jovens de uma determinada região. É de considerar ainda, que até mesmo dentro desta mesma região, e em destaque os centros urbanos, onde podemos notar a variedade de identidades sociais singulares que ainda é vasta. Nesse cenário, como o Estado pode definir o que é uma produção cultural juvenil ou não? A quem fornecer apoio? Os espaços a fornecer para estas culturas juvenis contempla a todas, ou destaca somente algumas?

A formação cultural da juventude é um ponto de discussão importantíssimo. Considerando o acesso que estes jovens possuem ao conhecimento sem filtragens na rede mundial de computadores, esse cosmopolitismo e pós-modernidade que caracterizam não só a geração Z, mas especialmente a X e Y, faz com que estes jovens sejam uma seara bastante receptiva e apta à formação cultural através da Dança, Teatro, Artes Plásticas, Música, Moda, Arquitetura, Literatura, etc. Porém, que entraves impossibilita a realização desta formação cultural? Este, certamente, é um ponto de discussão a ser levantado e, possivelmente, o mais relevante a ser debatido.

Levando em consideração que formação cultural consiste em um processo educacional – logo, uma transmissão de saberes de uma geração à próxima –, podemos claramente entender que esta próxima geração não será a única a ser beneficiada, tendo em vista que se a atual juventude adquiri ferramentas para seu pleno desenvolvimento cultural, muito terão a ensinar e transmitir às próximas gerações. Então, por que não é visível nas esferas municipais este fomento à cultura, considerando um processo de longo prazo a ocorrer de forma contínua? Quais os entraves que impossibilitam a realização destas iniciativas?

Por enquanto, assiste-se a incentivos à festivais, à shows e, no entanto, sentimos que a Cultura ainda não está sendo incentivada, apenas no discurso de quem incentiva. Por que esse sentimento? Certamente, algo está errado, e precisamos averiguar isso.  Agora, esperarei ansioso pela Terceira Conferência.

por Iago Luniére

[1] Em Teatro, algumas obras da Grécia Helenística sobreviveram ao tempo e chegou até nós, no entanto, considerando essa efemeridade do Teatro, ao longo de tantos séculos essas obras ainda nos emocionam, sendo representadas por quantas gerações forem necessárias.

sábado, 17 de março de 2012

Amigo é coisa pra se guardar...

“Amigos são a família que escolhemos ter”. Essa frase sempre foi máxima na minha vida que, sempre foi tão repleta de amigos. Mas não repleta na quantidade dos amigos, mas na qualidade, no sentido de que cada um me custa (ou infelizmente, custava). Mais que um mar de pessoas a me cobrir de amor, mais que um exército a me defender, mais que qualquer outra coisa. Eles são, ou foram, meus amigos!

Tive amigos que junto de mim, descobrimos um mundo, descobrimos novas melodias, novas crenças, ideologias, pensamentos, certezas e opções. Infelizmente, a vida nesse momento passou uma peneira, e através do destino fomos para lados distintos. Hoje, quando passamos um pelo outro na rua e dizemos “Olá!”, soa algo tão frio, mas dentro do meu peito ecoa os bons momentos que vivemos, a amizade que jamais se esqueceu. Nessas horas, percebo quanto o tempo é cruel, e o peso dos anos tem a capacidade de destruir laços, até mesmo da amizade – o tempo não é só a cura pro amor, mas é o veneno da fraternidade também.

Numa nova fase, onde fui descobrindo novas possibilidades e meu maniqueísmo de pré-adolescente ia começando a se esfacelar, fiz novos amigos. Para a surpresa dos meus pais, alguns destes amigos tinha a idade deles! Professores, amigos dos meus pais, amigos dos meus tios. Estes amigos tiveram ímpar contribuição na minha vida, inclusive um certo professor de Redação que jamais esquecerei de nossa amizade. Os meus outros amigos que fiz nessa segunda fase são os que levarei para o resto da vida, são aqueles que irão tomar chá na minha casa quando tivermos idosos, que chorarei em seus funerais, ou estes chorarão no meu. Estes, nem mesmo o tempo e a distância vão conseguir esfacelar, se conseguir, vai ser depois de uma guerra brutal!

No entanto, a vida passou uma segunda peneira. Carreiras diferentes, vidas diferentes, cotidianos diferentes. Estamos longe, mas quando passamos um pelo outro na rua, cancelamos nossos compromissos: aquela esquina vai ter registrado na memória trinta minutos de papo entre bons amigos. Entrando num novo mundo, conheci mais amigos. Na faculdade fiz amigos que certamente vou também levar para a vida. Não vivemos tão intensamente quanto o que vivi com os que a segunda peneira levou, mas sim, teremos uma longa trajetória juntos ao qual vamos sempre ter contato, sempre se manter juntos.

Eli Martins, Sarah Neves. Amigas de primeiras séries que jamais esquecerei. Juntos descobrimos sons, descobrimos verdades, descobrimos pensamentos. Josephine Muelas, Bárbara Gutierres, Marcos Rodrigo. Amigos de colegial. Juntos descobrimos a vida, ou aprendi com eles a vida, juntos nós trilhamos por nossas verdades, aprendemos uns com os outros, nos digladiamos e nos amamos - a noite nunca era suficiente. E mesmo no silêncio do horário do almoço, eram momentos inesquecíveis. Um tarot, um fone de ouvido tocando The Birthday Massacre, um copo de vodka ou um cigarro sempre me lembram vocês! E nem preciso disso pra lembrar, moram em meu peito. Janilson Serudo, grandioso amigo, juntos vivemos tanto tempo juntos, mas somente nos 45 minutos do segundo tempo descobrimos que existia entre nós uma amizade que dura. Vivemos, muito provavelmente, uma vida anterior onde fomos soldados de linha de frente, que lutamos lado a lado com espadas em mão.

Suellen Vasconcelos, Tayane Cristine, Mauriane Kaist, Léo Pinheiro... amigos que estavam sempre ali. O conselho dos sábios. Aqueles que não viam lados negativos, iam além, transformava-os em positivo, davam cor ao obscurantismo da tristeza, ou ao branco da confusão. Thiago Sandim, Patricia Thais, Jeferson Sandim, Gabriela Leite, Gerson Paixão, Suzani Xavier... my little freaks, amigos eternos. Juntos estaremos jogando carteado e conversando sobre a vida na velhice, tenho certeza.

Amo-os de paixão. Trilharão junto de mim boa parte de minha vida, perto ou longe!

P.S: Piero Caíque, você sempre, sempre, sempre... estará no meu coração!

sábado, 10 de março de 2012

Novos calouros: mais um ano de conquistas!


Trote da primeira turma (05/03/2012)
No ano de 2012 inicia-se um novo ciclo para o curso de teatro da UEA, e isso só nos alegra, fortalece, incentiva, cria esperanças e expectativas – e esperamos que todas sejam atendidas. Posso falar apenas por mim, mas cria-se um forte orgulho de estar acompanhado de diversos camaradas tão batalhadores e, que mesmo assim, estão lá prontos para qualquer batalha.

Posso começar falando pela terceira turma que inicia esta nova jornada conosco e, como na guerra, eles chegaram como reforço em boa hora. No primeiro dia de aula (05/03) foi maravilhoso podermos olhar para os calouros ali, sentados, nervosos e ansiosos. Isso me fazia recordar do meu primeiro ano. Perdão à turma do segundo ano, mas a terceira turma me fez lembrar muito mais do meu primeiro dia de aula. Carinhas novas, outras já conhecidas, todos ávidos por viver a sua preciosa arte, por agarrar seu quinhão. Alguns, simplesmente entraram porque encontrou no Teatro sua vida, outros, estão há três anos tentando estar conosco, todos com semblantes curiosos, muitos, observadores.

Trote da primeira turma.
Fico feliz que a primeira turma tenha conseguido incentivar algo que, queiramos todos, torne-se eterna tradição do curso: trote, só se for solidário. Desde 2010, a turma sem veteranos aplicou um trote a si mesmo, arrecadando dinheiro para a menina Amanda, tetraplégica depois de uma bala perdida e, no ano seguinte, negando-se a aplicar um trote, oferecendo uma belíssima festa grega que estará na memória de todos. Esse ano, nossos calouros receberam trote, mas por um motivo que torna o ano de 2012 ainda mais especial: a fundação do centro acadêmico do curso de teatro da Universidade do Estado do Amazonas. Foi magnífico vendo-os fazer a mesma coisa que fizemos em 2010 – sentindo apenas um pouco de pena, pois ao contrário deles, não tínhamos plateia do mesmo curso. Arrecadamos dinheiro que contribuirá para a fundação do centro, e já no primeiro dia, tratamos de deixa-los inseridos na nossa missão enquanto acadêmicos.

Outro motivo especial para nos alegrar: o curso iniciou seu processo de atuação por modalidade. Agora, nós do primeiro ano, somos duas turmas: licenciatura e bacharelado. Isso é uma conquista ímpar, estão formando-se não só fazedores de teatro, como professores de teatro, e isso é importante demais para não ser louvado. E deve ser mais louvado ainda, todos aqueles que desde o comecinho estavam lá com a gente, ajudando, mesmo que distante, por conselhos, por indicações de caminhos, por pensamentos positivos.

O curso agora alcança seu terceiro aninho, mas ainda jovem já angariou conquistas mui importantes. Muito ainda tem de ser feito, mas como bem sabemos quando assinamos o compromisso ao entrar no curso, ele estará em eterna construção, sempre se reformulando, crescendo, abrangendo, formando... como a nossa arte, como o nosso TEATRO.