segunda-feira, 25 de março de 2013

O tempo precisa parar...

Eu queria ser mil e que o tempo parasse. Sim, queria que o tempo parasse. Eu queria que o tempo parasse por milhões de anos, e que durante os milhões de anos eu nunca morresse. Queria que durante esse tempo, tudo parasse. Como a pausa de um filme. Eu iria ler As Mil e Uma Noites, A Divina Comédia e a Odisseia. Leria todos os clássicos, todos os poemas, todos os romances, todos os tratados, todas as teorias, todas as pesquisas, todas as ciências, todas as artes e a vida contada na letra. Escreveria todos os contos dados a mim no virar de uma esquina, na volta que dei num parque, no descer da escada rolante depois de um filme no cinema, no êxtase da saída do Teatro. Escreveria a minha história, a história do outro e a história do mundo. Assistiria todos os filmes clássicos e os blockbusters também, por que não? Iria ler cada letra de cada biblioteca do mundo. Fazer um download mental de cada byte da terra. E depois de tudo isso, depois de estar plenamente inteirado de tudo, daria o play no tempo. Continuaria a vida. Abraçaria cada amigo como se fosse a primeira e última vez, mesmo sabendo que haveria tempo. Porque a vida é curta, curta até demais. E quando se aprende uma gota do mar que se pretendia, é tarde. É o fim. Queria respirar saber.

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