Depois de ontem, "ateísmo" é uma palavra que me escapa do vocabulário. Alguém pode dizer "Que bom!", mas não, não é bom. Vou tentar explicar de uma maneira compreensível: é horrível você ver tudo o que você acredita, e tudo o que você NÃO acredita lhe escapar pelas mãos, por entre os dedos - todas suas ideias e compreensões se tornam cinzas e isso é aterrorizante (pra mim, pelo menos).
Você viver aquilo, estar ali no epicentro... todos os teus sentidos te provarem o contrário de tudo aquilo que sua razão construiu ao longo de sua vida inteira (no meu caso, é até curtinha), seus argumentos, suas palavras - nada contradiz os sentidos até então, e seu chão desaparece. Me deixei impressionar? Talvez. Mas tentar me convencer disso não está melhorando meu sono. É um colapso muito grande dentro da nossa cabeça encarar esse conflito, mas ele tem de ser encarado de qualquer maneira. Aí vem as opções fáceis: acreditar, ignorar... ou contestar - essa última, nada fácil.
Minha vida certamente não será vista como antes de ontem. E certamente amanhã eu verei muito diferente da forma assustadíssima com a qual estou percebendo as coisas agora. Quando sua fé, suprimida pela razão, é finalmente atiçada... talvez seja uma das maiores provas pelas quais a gente passa. Sem razão, sem lógica, sem explicação. Só é. E é? Vai saber.
Aos amigos, não se preocupem. Vocês ainda vão cruzar comigo em qualquer canto e vai ver o mesmo Iago, que só acredita vendo, experimentando e comprovando por A+B. Vou continuar duvidando da minha sombra, duvidando das opiniões... só que agora uma coisa não posso fazer: negar.
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