(Post publicado no facebook no dia 16 de março de 2013)
Hoje me aconteceu uma coisa que me deixou, como diz meu amigo Ademir Oliveira, "vomitando arco-íris". Eu estava voltando da faculdade e, passando pela rua 10 de julho com a rua Ferreira Pena, me deparou com um trilho emergido do asfalto. Sim, um trilho! Um trilho de bonde, fazendo a curva da Ferreira Pena para a 10 de Julho no sentido do Teatro Amazonas.
Quase fui atropelado porque reduzi o passo no atravessar de rua pra entender o que era aquela barra de ferro brotada do chão, e um carro buzinou para que eu acelerasse o passo, ou ele passava por cima de mim. Continuei andando - claro, depois de olhar mais atentamente, só que do outro lado da rua - e fui olhando para as casas, prédios e tudo o mais daquela rua. E gente, por tantos fios, postes, árvores, etc. - por tudo isso, eu NUNCA percebi como aquele trechinho de rua é um trechinho de PURA HISTÓRIA.
Eu fiquei abobalhado por um instante. Um instante bem pequenininho. E eu senti - apesar de sempre ter achado isso - que Manaus AINDA é, de certo modo, simplesmente Manaus. Não estou sendo ufanista, não. Mas é inspirador. Me senti bem comigo mesmo, no sentido de me sentir bem porque sou dessa cidade e, apesar de ter plena consciência, pela primeira vez eu senti que sou parte de todo um contexto que poucos percebem; poucos gostam de ser, e por isso os demais fingem que não percebem, eu acho.
Enfim, fiquei "vomitando arco-íris".
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