sexta-feira, 29 de junho de 2012

O chato é o chato, não as chatices...

Como de costume, estava me atualizando nas leituras de alguns blogs que aprecio, e vi numa coluna da Claudia Matarazzo algo sobre a deselegância dos que são pra baixo - aqueles de energia negativa pesadíssima, contagiante... deselegante. Desse mal eu sofro, tanto na questão achar deselegante e me afastar imediatamente de quem é pra baixo, como sou chatinho e miador de mazelas.

Sabe, tem duas coisas que eu não suporto: perguntarem como estou, e dizerem "vai passar, é só uma fase". Quando entro na minha deprê, me isolo do mundo, porque o mundo não precisa de mim assim, tem gente demais desse jeito. O mais chato, é voltar tendo de dar explicações, como se eu fosse um irresponsável, um vagabundo, ou algo parecido. Não sou. Primeiro, não preciso da atenção de quem não pode fazer absolutamente nada por mim. Segundo, odeio a piedade alheia. Terceiro, sou mais eu isolado me reerguendo de meus golpes, tratando meus ferimentos, do que dezenas de pessoas me tratando com mil dedos.

Fico me sentindo pior, quando vejo os olhares e os cochichos dizendo "ai, lá vem ele com seus murmúrios" e daí decretei: parei! Falso alto astral mode_on. É difícil, nem sempre convence, e sempre tem um amigo pra te desmentir, mas é bem melhor do que a chatice de ter um chato por perto. Sempre tem aquela pessoa maldita que te persegue, torcendo para que você dê-lhes um motivo para te infernizar, mesmo não sendo sua intenção. Quando você tá deprê, fica mais ainda por estar em ambiente que lhes é hostil, em meio a pessoas que lhes parecem hostis. Não, disso eu fujo. "Tou me sentindo mal" é o mais perto da verdade que digo as pessoas, e ainda forço uma tossezinha para acreditarem que é físico, e não emocional.

Nos últimos meses tem sido pior (desabafo), estou péééééssimo (pronto, falei). Nem o falso alto astral tem dado certo, então, fujam para as montanhas. A melhor coisa pra mim tem sido esse retiro, esse isolamento. "Cadê você?", "Ei, você sumiu!" já está cansativo de ouvir. Mas pior é ter de ouvir o maldito "vai passar, é só uma fase...". Não, não é uma fase. Não, não é normal. Normal é você dar uma topada na rua, é um pombo cagar na sua cabeça, é você pegar um resfriado de vez em quando. Fica a dica para aqueles que se preocupam comigo: obrigado pela sua preocupação, espero estar em suas orações. Mas por enquanto, até algum dia.

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