sábado, 17 de março de 2012

Amigo é coisa pra se guardar...

“Amigos são a família que escolhemos ter”. Essa frase sempre foi máxima na minha vida que, sempre foi tão repleta de amigos. Mas não repleta na quantidade dos amigos, mas na qualidade, no sentido de que cada um me custa (ou infelizmente, custava). Mais que um mar de pessoas a me cobrir de amor, mais que um exército a me defender, mais que qualquer outra coisa. Eles são, ou foram, meus amigos!

Tive amigos que junto de mim, descobrimos um mundo, descobrimos novas melodias, novas crenças, ideologias, pensamentos, certezas e opções. Infelizmente, a vida nesse momento passou uma peneira, e através do destino fomos para lados distintos. Hoje, quando passamos um pelo outro na rua e dizemos “Olá!”, soa algo tão frio, mas dentro do meu peito ecoa os bons momentos que vivemos, a amizade que jamais se esqueceu. Nessas horas, percebo quanto o tempo é cruel, e o peso dos anos tem a capacidade de destruir laços, até mesmo da amizade – o tempo não é só a cura pro amor, mas é o veneno da fraternidade também.

Numa nova fase, onde fui descobrindo novas possibilidades e meu maniqueísmo de pré-adolescente ia começando a se esfacelar, fiz novos amigos. Para a surpresa dos meus pais, alguns destes amigos tinha a idade deles! Professores, amigos dos meus pais, amigos dos meus tios. Estes amigos tiveram ímpar contribuição na minha vida, inclusive um certo professor de Redação que jamais esquecerei de nossa amizade. Os meus outros amigos que fiz nessa segunda fase são os que levarei para o resto da vida, são aqueles que irão tomar chá na minha casa quando tivermos idosos, que chorarei em seus funerais, ou estes chorarão no meu. Estes, nem mesmo o tempo e a distância vão conseguir esfacelar, se conseguir, vai ser depois de uma guerra brutal!

No entanto, a vida passou uma segunda peneira. Carreiras diferentes, vidas diferentes, cotidianos diferentes. Estamos longe, mas quando passamos um pelo outro na rua, cancelamos nossos compromissos: aquela esquina vai ter registrado na memória trinta minutos de papo entre bons amigos. Entrando num novo mundo, conheci mais amigos. Na faculdade fiz amigos que certamente vou também levar para a vida. Não vivemos tão intensamente quanto o que vivi com os que a segunda peneira levou, mas sim, teremos uma longa trajetória juntos ao qual vamos sempre ter contato, sempre se manter juntos.

Eli Martins, Sarah Neves. Amigas de primeiras séries que jamais esquecerei. Juntos descobrimos sons, descobrimos verdades, descobrimos pensamentos. Josephine Muelas, Bárbara Gutierres, Marcos Rodrigo. Amigos de colegial. Juntos descobrimos a vida, ou aprendi com eles a vida, juntos nós trilhamos por nossas verdades, aprendemos uns com os outros, nos digladiamos e nos amamos - a noite nunca era suficiente. E mesmo no silêncio do horário do almoço, eram momentos inesquecíveis. Um tarot, um fone de ouvido tocando The Birthday Massacre, um copo de vodka ou um cigarro sempre me lembram vocês! E nem preciso disso pra lembrar, moram em meu peito. Janilson Serudo, grandioso amigo, juntos vivemos tanto tempo juntos, mas somente nos 45 minutos do segundo tempo descobrimos que existia entre nós uma amizade que dura. Vivemos, muito provavelmente, uma vida anterior onde fomos soldados de linha de frente, que lutamos lado a lado com espadas em mão.

Suellen Vasconcelos, Tayane Cristine, Mauriane Kaist, Léo Pinheiro... amigos que estavam sempre ali. O conselho dos sábios. Aqueles que não viam lados negativos, iam além, transformava-os em positivo, davam cor ao obscurantismo da tristeza, ou ao branco da confusão. Thiago Sandim, Patricia Thais, Jeferson Sandim, Gabriela Leite, Gerson Paixão, Suzani Xavier... my little freaks, amigos eternos. Juntos estaremos jogando carteado e conversando sobre a vida na velhice, tenho certeza.

Amo-os de paixão. Trilharão junto de mim boa parte de minha vida, perto ou longe!

P.S: Piero Caíque, você sempre, sempre, sempre... estará no meu coração!

Nenhum comentário:

Postar um comentário